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JusBrasil - Política
17 de abril de 2014

Parque Zilda Arns beneficia moradores de Sapopemba

Publicado por Prefeitura de São Paulo (extraído pelo JusBrasil) - 4 anos atrás

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No lugar do aguaceiro, gramado e jardim. No lugar do lixão, parque de diversão. O Parque Linear Zilda Arns deixou a vida dos moradores de Sapopemba bem melhor. Não é à toa que a população que vive em torno dele fica de olho em tudo o que acontece com a nova área de lazer, preocupada sua conservação. Há mais de 20 anos a comunidade batalhava por melhorias no bairro. Antes da inauguração do parque, no trecho da avenida Sapopemba, 2.064, o que havia era uma área abandonada, cheia de lixo, mato, entulho e ratos, contam os moradores. Agora, tem muita alegria e diversão.

Entregue em janeiro, resultado de parceria entre o Governo do Estado, Prefeitura e Sabesp, é um parque linear sobre área de tubulações aterradas da adutora Rio Claro, que beneficia diretamente cerca de 300 mil pessoas. É o quarto maior parque linear do mundo, com 7,5 quilômetros de extensão, que vai da avenida Sapopemba, altura da rua Juiz de Fora, ao largo São Matheus. E é o décimo maior da Cidade, com 224 mil m² de área.

“Esse parque foi uma mão na roda para ocupar o dia. Antes, aqui era um buracão cheio de rato. Agora melhorou muito. A gente não tinha nada para o lazer. Morar aqui perto ficou muito mais agradável”, diz Marcos Soares Lemos, 35 anos. Ele trabalha como segurança à noite e aproveita parte do dia para brincar com a filha Daria, de 11 anos. E foi no parque, jogando dama com a filha, que Marcos relembrou a situação bem diferente que havia ali. A própria garota relembra, com jeito amedrontado, que era “um buracão, que dava até medo de passar perto”. Como moram na rua que beira o parque linear, tanto o pai quanto a filha concordam: “Ganhamos um clube dentro de casa”.

Quem circula pela área também está mais tranqüilo. Ficou bem mais agradável caminhar pelo trecho onde o parque foi construído. As pistas para pedestres estão cercadas de jardins, gramado e com muitas novas árvores. Tem ciclovia, equipamentos esportivos e brinquedos para diversas faixas etárias, bicicletários, sanitários, quadras esportivas, canchas de bocha e malha, mesas para jogos de dama e xadrez, campos de futebol e pistas de skate. Além das praças ao longo das vias, também foram dispostas arenas para eventos.

Com uma área tão agradável, Josefa Benedita Campos, de 71 anos, até deixou de tomar o ônibus para caminhar. “Eu nem pago o ônibus, mas prefiro, agora, andar a pé. Aqui ficou muito bonito, bem diferente do que era. A vida das pessoas muda quando tem uma obra tão bonita como esse parque”.

Benefícios para o comércio

Não é só quem usa o Parque Zilda Arns para lazer que nota a mudança no bairro. Juarez Ferreira Duarte, marceneiro, 66 anos, morador de Itaquera que trabalha num comércio no bairro Jardim Grimaldi e passa diariamente por esse trecho, também nota as melhorias no local. “À noite, está bem mais iluminado. Só precisam fiscalizar para que os motoqueiros não passem por cima das calçadas”.

Como Juarez, o comerciante José Francisco Souza, 64 anos, também está satisfeito com as mudanças no bairro onde viveu durante 22 anos. Ele se mudou para São Mateus, mas comemora a conquista do parque linear na região de Sapopemba, onde mantém sua loja de comércio. Fez coro com a comunidade em todas as reivindicações para encontrar uma solução para o local. Ele próprio, conta, ampliou a calçada do estabelecimento, plantou árvores, colaborou para a manutenção das áreas que serviam para circulação dos pedestres, ainda quando a área era usada como depósito de entulho. “Eu não pensava na minha vida que ia acontecer isso aqui. Lutamos muito. A gente pensava que iam abrir uma avenida, mas foi muito melhor, porque aqui precisa de lazer para as crianças”.

Fim dos transbordamentos

Mais do que melhorias urbanas e oferta de lazer, a criação do Parque Linear Zilda Arns solucionou um grave problema da região: o transbordamento de água de chuva e a proliferação de ratos e insetos. O parque foi assentado sobre uma área que, além de receber entulho, era um grande buraco onde a água de chuva se acumulava e escoava para a parte mais baixa da rua. As casas ficavam alagadas e, com a água, vinham insetos e roedores. A história contada por Marcio Joaquim da Silva Dias, de 32 anos, que mora há 20 no bairro, é endossada pelos vizinhos. “Antes era só água parada e rato. Os bichos invadiam as casas. Era muito barro. E o mato chegava a meio metro de altura. A gente lavava o carro e não durava meia hora. Desanimava morar aqui. Agora, ficou um paraíso”.

O nome dessa área de lazer é homenagem do Governo do Estado de São Paulo à pediatra e sanitarista Zilda Arns, fundadora e coordenadora internacional das pastorais da Criança e da Pessoa Idosa - organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Zilda Arns foi uma das vítimas do terremoto que atingiu o Haiti em 12 de janeiro deste ano.

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